As Sevilhanas, tal como o nome indica, são constituídas pela música e pela dança típicas de Sevilha. A sua graciosidade, vivacidade e dinamismo reflectem-se no toque da guitarra, no bater das palmas que acompanham as saias a rodar e os tacões a solarem no palco, com a força de um sentimento puro.
A Sevilhana teve origem na baixa Andaluzia, tornando-se na alma das
reuniões e festas dessa região. No entanto, a sua
origem remonta ao século XIX, constituindo-se numa
dança popular, alegre e jovial do povo dessa região.
A sua popularidade foi-se estendendo a muitas outras regiões
de Espanha e inclusive a outros países. A partir dos anos 60
do século XX, esta dança renasceu não
só com novas músicas que foram sendo compostas para
ela, como ainda se assistiu a uma proliferação de
novos grupos e a publicações de trabalhos sobre o
assunto.
A sevilhana é uma dança de par. Normalmente o par
é composto por homem e mulher, mas é igualmente comum
ver-se duas mulheres a dançar. A dança é feita
em séries de quatro e cada uma é coreografada de
forma diferente, levando o nome da sua posição
cronológica: “primeira”, “segunda”,
“terceira” e “quarta”. As quatro coplas (ou
partes) são executadas consecutivamente, existindo apenas um
breve intervalo musical de silêncio ou de estribilho entre
elas.
Cada uma das quatro sevilhanas compõe-se de passos standard
e que permitem ao espectador identificar de imediato qual delas se
está a dançar. Assim, e segundo as suas
características dominantes, pode-se dizer que a primeira
é a das passadas seguidas, a segunda é a da roda, a
terceira é a do sapateado e a quarta a dos careos. Em cada
uma das coplas, existem o mesmo número de compassos e de
final, só a introdução é
diferente.
Assim, os movimentos dominantes são os “paseos”,
as “pasadas”, os “remates” e os
“careos”. No último compasso do canto, a
música e a dança cessam simultaneamente,
adoptando-se, para os que estão a dançar, uma pose
provocadora e garbosa, dada a sua característica de
“baile de galanteo”.
Contudo, é muito difícil falar de uma maneira
única de dançar a sevilhana, já que a
dança não está sujeita a regras que
impeçam a iniciativa e criatividade de cada um. Este
“baile andaluz”, é uma dança
temperamental que exige uma grande parte de
improvisação nos movimentos e gestos, cabendo a cada
bailarino dar o seu toque pessoal, colocando a tónica na
graça - quando dançam duas mulheres -, no salero ou
na sensualidade, quando o par é misto.
As sevilhanas tratam-se de uma forma de expressão corporal
na qual o olhar constitui a mais alta forma de
sedução.
Estrutura
Musical:
Flamenco e sevilhanas não podem negar o seu parentesco. As
sevilhanas têm origem no folclore popular andaluz
(concretamente de Sevilha), têm um ritmo e estrutura fixos; o
flamenco tem origem na fusão de várias culturas
(árabe, cigana, judia, etc) e tem diversos estilos –
chamados “palos” – conforme a sua localidade de
origem.
A linha divisória entre o flamenco e o folclore, é,
por vezes, muito ténue. As sevilhanas movem-se nessa
ténue fronteira, mantendo porém a sua essência
popular, mas sem renunciar à riqueza expressiva do
flamenco.
Musicalmente, a sevilhana caracteriza-se por uma melodia alegre que
se acompanha com vigor sobre um ritmo rápido. A sevilhana
pode ser puramente instrumental, mas o que acontece mais
frequentemente é ser a voz a executar a melodia. O seu
acompanhamento pode realizar-se com instrumentos variados, como por
exemplo, a guitarra, as castanholas ou a pandeireta, que produzem a
percussão, e podem ainda ser reforçadas ou
substituídos pelas palmas.
Embora a sua estrutura musical e coreográfica seja sempre a
mesma, existem diferentes formas para designar as sevilhanas:
“boleras”, “corraleras”,
“litúrgicas”, “de feria” ou
“rocieras”.
A sevilhana é um canto com copla e os temas das coplas
ressaltam dos aspectos que caracterizam o andaluz; o sentimento
expressado é festivo e amoroso, com grande queda para o
humor.
Horários:
6ª das 21:00 - 22:15
Preçário:
Inscrição: € 15,00
Mensalidade: € 35,00















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