Página Inicial Data de criação : 07/08/02 Última actualização : 08/09/12 01:07 / 36 Artigos publicados

Mabuni Shito-Ryu Karate Do  (Artes Marciais) Inserido Friday 10 August 2007 13:55

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Desde a antiguidade em três lugares de OKINAWA: Shuri, Naha e Tomari, existiram a maior parte dos mais famosos karatecas e aí floresceram os estudos da Arte, ainda que em grande segredo, pelo que não existem Dojos abertos ao público.


Geralmente a classe social dos Samurai também não precisa de estudar Karaté; apenas aqueles que realmente o queriam procuravam um bom mestre com o qual aprendiam. Por isso, na antiguidade não existia o conceito de RYU (escola) nem mestres que dessem nome a uma delas. Por esse motivo, os katas tinham o nome do grande mestre que oa criou ou transformou, por exemplo: Matsumura no Passai ou Itosu no Passai.


Dois desses grandes mestres foram ITOSU da cidade de shuri e HUGAONNO da cidade de Naha. O karaté recebia o nome do lugar e daí nasceu a classificação de Shuri-Te (mão de shuri) ou Naha-Te (mão de Naha). Em ambos os estilos os Katas eram diferentes e os seus conteúdos mostravam características bem diferenciadas.


O fundador do SHITO-RYU, Kenwa Mabuni, nos seus começos estudou com o mestre Itosu de Shuri e com o Mestre Higaonna de Naha, na companhia do Mestre Miyagi (fundador da Escola Goju-Ryu), adquirindo grandes conhecimentos de ambos.


Kenwa estudou Artes marciais em Okinawa, noutras escolas importantes. Estudou ainda BO e SAI com o Mestre Aragaki. Kenwa chamou a escola SHITO-RYU, juntando o primeiro ideograma do nome de cada mestre ITO (que se pode ler SHI) e HIGA (que se pode ler TO).


Tecnicamente o SHITO-RYU caracteriza-se por equilibrio perfeito entre a força e a maleabilidade, por uma grande mobilidade e trabalho de esquiva aliados a grande velocidade de execução e precisão de impactos.

 

Que é o « Karaté » ?
Vamos procurar responder a esta pergunta com a maior justeza e objectividade possível.


Para o grande público, o Karaté está geralmente ligado a uma imagem de violência. A do super- homem, de mãos duras como o aço, com as quais parte tijolos e pranchetas de madeira.


Não há, de facto, nada de extraordinário nesta espécie de proeza, que qualquer homem normalmente constituído é capaz de fazer, com a condição de saber fechar correctamente o punho e de libertar as inibições psicológicas, a principal das quais é o medo.


Na realidade, estes exercícios constituem somente uma parte ínfima do Karaté.
Para todos que o praticam, esta arte marcial é mais uma arte de viver. Procura, ao mesmo tempo, o equilíbrio do corpo e o do espírito. Para atingir este objectivo, para descobrir todas as facetas do Karaté simultaneamente desporto, disciplina e arte marcial, é preciso trabalhar durante muito tempo, mesmo muito tempo.


O Karaté é antes de tudo uma arte marcial. O adjectivo «marcial» vem de Marte, deus da guerra na mitologia romana. Os homens que o criaram não dispunham senão do corpo para combater inimigos armados. É o que lembra, aliás o significado literal do termo Karaté, pois em japonês Kara quer dizer «vazia» e té quer dizer «mão».


Numa época em que a paz do mundo depende da utilização de um pequeno botão vermelho não tem, evidentemente, já qualquer utilidade ensinar o Karaté aos militares para eles combaterem o invasor com as mãos vazias. Também não se recomenda aos adeptos do Karaté que ponham em prática os seus conhecimentos para «punirem» o vizinho que tem a televisão a trabalhar a toda a força.


Pelo contrário, os conhecimentos em questão podem ser-lhes muito úteis para resistir a uma agressão à traição, à noite, ao fundo de uma rua escura.


A técnica de guerra tornou-se, com o tempo, um método de combate, ou, mais exactamente, de autodefesa, pois uma das regras de ouro do Karateka (o que pratica o Karaté) é de nunca ser ele a bater primeiro; por outras palavras, se ninguém o provocou. De resto, a expressão «arte marcial» perdeu, ao longo dos séculos, o sentido literal que tinha originalmente, para passar a traduzir mais o aspecto de «método de autodefesa» do Karaté.


Segundo faceta do «Karaté»: a disciplina. Disciplina de vida, do corpo e igualmente do espírito.


Disciplina do corpo porque, seja qual for a intensidade que imprimimos aos movimentos dos punhos e dos pés, o Karaté é uma cultura física muito completa, que obriga a trabalhar todos os músculos do corpo em perfeita harmonia. Uma cultura física que tem a vantagem, que não é de desprezar, de não ser rebarbativa. Convém tanto às crianças como às mulheres e a pessoas já de certa idade, para as quais os esforços demasiado violentos nem sempre são recomendáveis.

Disciplina do espírito também, mesmo se não procuramos especialmente o estado superior que é o objectivo dos filósofos ou dos místicos mas mais simplesmente uma certa pureza, serenidade, domínio e a confiança que proporcionam os exercícios do corpo. Seja qual for o nível de «elevação» procurado, é necessário fazermos o esforço de nos despojarmos de todas as preocupações, de toda a nossa agressividade, criar em si o vazio. O «vazio» que se encontra no «Kara» do Karaté, pois o significado do termo não é simplesmente «mão vazia» de qualquer intenção beliciosa.


Terceiro e ultimo aspecto do «Karaté»: o desporto. Os puristas, os «ultras», consideram que a competição é uma «poluição» do espírito do Karaté na medida em que o vencedor poderá pretender ser superior ao seu adversário e não dará portanto provas de humildade. Tudo depende com efeito da forma de aprender o Karaté e a vida: conhecem-se campeões que são modelos de modéstia e “ eternos segundos “ que atiram sempre para cima do árbitro, do público ou do sorteio a responsabilidade das suas derrotas.


Se é desejável não fazer da competição um fim em si mesma, pode considerar-se contudo, que ela é de certo modo “o minuto “ da verdade que permite fazer o ponto, perante um adversário cujo estilo pouco importa medir aquilo que se aprendeu e o que falta aprender... Mesmo se ganhou. Pois a perfeição não existe no Karaté ela afasta-se sempre um pouco mais á medida que dela nos aproximamos.


Os Benefícios do Karaté

 

Benefícios que a prática do Karaté trás ao organismo humano

1ª Parte: (Continuação do Bis Nº 3)


Fases cronológicas da idade
No adolescente, os três elementos considerados (somático, psíquico e de convivência) têm uma metamorfose especial e, ainda que persistam, seu grau de importância varia. Assim na área física uma vez finalizado ou quase pronto o desenvolvimento da pessoa, pouco ou nada varia, a não ser para aumentar a sua potência musculação capacidade de resistência, etc.


Em compensação os aspectos psicológicos e de comportamento têm grande importância ante todas as dúvidas que aparecem na vida do individuo nesta época. A desorientação profissional, a frequente ruptura de gerações com um desejo prematuro de emancipação as dificuldades inerentes á sociedade actual, unidas ás primeiras experiências com álcool, sexo, etc.


São elementos perturbadores com que a adolescencia se depara. Portanto conseguir um máximo equilíbrio psicológico nesta época, é o melhor que o Karaté pode conferir aos seus jovens praticantes.


As duas últimas fases consideradas têm linhas de transição pouco marcadas e assim os benefícios misturam-se em maior ou menor medida, de acordo com os indivíduos.


Na plena juventude, o Karaté ajuda ainda mais a potencia a capacidade física: muscular respiratória cardíaca etc. Será aperfeiçoado seu controle e aproveitará ao máximo as suas possibilidades.


É a época da competição. O indivíduo mede-se com os seus iguais e se auto-realiza na prática total: ou consegue a maior auto-estima no aperfeiçoamento da arte.


Do ponto de vista gráfico a sua entrega ao desporto condiciona certas limitações positivas contra certos hábitos nocivos; tabaco, álcool, etc.Psicologicamente e independente dos benefícios obtidos até este momento, esta plenitude traduz-se em um equilíbrio de resposta frente a situações de stress da vida quotidiana.
Na ultima fase considerada devemos assinalar antes de mais nada a grande diferença existente entre aquele grupo de indivíduos que sempre praticam desporto especialmente alguma Arte Marcial outras pessoas que pela primeira vez chegaram a um ginásio.


Para estes últimos o grande problema será a falta de hábito a inconstância e o abandono a curto prazo quase sem tempo de constatar os benefícios e qualidades.


Para o outro grupo já veterano a passagem de tempo condiciona-os e de alguma forma os impede de abandonar a prática. Através do Karaté vão conseguir atrasar a acção deteriorante dos anos conservando o tónus muscular, a agilidade o sentido de equilíbrio resistência etc.


A camaradagem e o trabalho com individuos de outras idades mantém-nos integrados numa via desportiva com benefícios psicológicos ajudando não apenas a comprar saúde para as suas artérias contra a obesidade como desintoxicante dos conflitos domésticos, profissionais, etc.


Por último a experiência acumulada nos anos de prática permitirá obter algo mais importante que será a aproximação do conhecimento das suas próprias capacidades, limitações e identidade.

 

Horários:

2ª e 6ª das 18:30 - 21:30 // 4ª das 18:30 - 20:30

 

Preçário:

Inscrição: € 22,50 - mensalidade: € 32,50

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