A primeira
notícia escrita sobre flamenco encontra-se numa das
“Cartas Marruecas” de Cadalso de 1774, onde o escritor
atribui a origem desta dança aos
ciganos.
Com o tempo, esta linguagem artística
foi-se definido e se os primeiros ciganos que executavam esta sua
música era apenas como passatempo, gradualmente, a
popularidade desta música cresceu bem como a
influência dos ciganos se espalhou a todos os
espanhóis que começaram a imitá-los até
tomarem como suas algumas músicas e as danças. A
influência estendeu-se até ao vestuário e
alguns hábitos de vida.
No século XIX reaviva-se o folclore
andaluz, graças aos ciganos. As tabernas frequentadas por
eles transformam-se em cafés cantantes, a partir de 1850; de
novo os ciganos passam a viver da música e da dança.
Nasce o flamenco, ainda não como se conhece hoje, mas que em
breve passará a simbolizar Espanha, a considerar-se a
música étnica dos ciganos espanhóis.
O flamenco torna-se assim gradualmente na
forma de expressão artística que reflecte a cultura
da Andaluzia, que ao longo dos anos se foi definindo e
transformando na mais conhecida expressão da cultura
espanhola.
As
3 principais
ferramentas do flamenco são o canto, a guitarra e o
“baile”. Quase todos os estilos flamencos se podem
interpretar com ou sem dança, havendo dança sem canto
e temas puramente vocais. Hoje o flamenco tem muitas caras e
é executado de muitas maneiras diferentes.No flamenco o
ritmo é essencial e aplica-se de uma forma muito especial.
Os compassos podem ser de 12, com acentos pré determinados
que formam uma fase rítmica que os intérpretes
conhecem de antemão e sobre a qual podem executar
variações surpreendentes. Porém mais
importante que a sua história e as suas técnicas, o
flamenco é uma atitude, é a
manifestação da alma de uma pessoa. Ser flamenco
é colocar para fora sentimentos e emoções
trancadas e compartilhá-las através da musica, do
cante, do baile e dos “jaleos”.
3 principais
ferramentas do flamenco são o canto, a guitarra e o
“baile”. Quase todos os estilos flamencos se podem
interpretar com ou sem dança, havendo dança sem canto
e temas puramente vocais. Hoje o flamenco tem muitas caras e
é executado de muitas maneiras diferentes.No flamenco o
ritmo é essencial e aplica-se de uma forma muito especial.
Os compassos podem ser de 12, com acentos pré determinados
que formam uma fase rítmica que os intérpretes
conhecem de antemão e sobre a qual podem executar
variações surpreendentes. Porém mais
importante que a sua história e as suas técnicas, o
flamenco é uma atitude, é a
manifestação da alma de uma pessoa. Ser flamenco
é colocar para fora sentimentos e emoções
trancadas e compartilhá-las através da musica, do
cante, do baile e dos “jaleos”.Flamenco é antes de tudo
emoção, sentimento, expressão interior e
prazer!
No baile, o movimento dos braços, os círculos com as mãos, a postura com os punhos, a intensa expressão do rosto, a força do tacão a marcar o ritmo no chão, a técnica do sapateado, o movimento das saias, a movimentação e a energia transmitida são, sem dúvida, as características mais particulares da dança flamenca. Os pés golpeiam o chão, alternando passos vigorosos e subtis. As palmas marcam o compasso e enchem de vida cada passo. No rosto da(o) bailarina(o), a dor ou a alegria da guitarra e da voz do "cantaor". Ela(e) acelera o ritmo e os músicos seguem. Num movimento forte, ela(e) finaliza.
Ao contrário de algumas danças que privilegiam apenas adolescentes esquálidas, o flamenco pode ser praticado por qualquer um. É comum ver mulheres com mais de 30 anos dedicando-se às aulas. "Como forma de lazer e de actividade física, pode ser praticado por todas as idades e biotipos. Claro que o resultado é proporcional à condição e facilidades físicas de cada um". Outra característi
ca do flamenco
é a fama de dança sedutora. Os movimentos e a
expressão da bailarina a deixam com ar de mulher forte e
segura de si. "O flamenco trabalha a autoconfiança, permite
a desinibição de gestos expressivos, a
liberação da tensão do dia-a-dia e a busca de
possibilidades de expressar sentimentos."“O Flamenco, é o espelho da Andaluzia que
sofre paixões gigantes e cala paixões, embaladas
pelos leques e pelas mantilhas sobre as gargantas que têm.
Tremores de sangue, de neve, e arranhões vermelhos feitos
por olhares.”
Frederico Garcia Lorca
Horários:
6ª Feira das 22:15 - 23:30
Preçário:
Inscrição: € 15,00
Mensalidade:
€ 35,00
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