O Shorinjikempo, mais do que uma arte marcial ou um conjunto de Técnicas elaboradas para permitir o combate, é uma filosofia de vida.
O seu fundador, Kaiso So Doshin (cujo nome de família era
Nakano Michiomi), foi instruído em artes marciais pelo seu
avô enquanto criança, tendo ainda em jovem viajado
para a Manchúria (China), na altura ocupada pelo
Exército Imperial Japonês. Aí, enquanto militar
ao serviço da sua pátria, aprendeu diversas artes
marciais chinesas e entrou em contacto com filosofias diferentes
daquelas que lhe haviam sido ensinadas no Japão.
Era o tempo da 2ª Guerra Mundial. O Japão foi
humilhantemente derrotado pelos Estados Unidos em 1945, com o
lançamento de duas bombas atómicas e a posterior
invasão do território com tropas.
Os valores ocidentais dos Americanos eram, no entanto, muito
diferentes da tradição japonesa. As constantes
violações de direitos humanos por parte do
exército ocupante, a não compreensão por esse
exército do modo de vida japonês e a própria
escassez de alimentos e condições de
subsistência fizeram com que, em apenas alguns meses, a
população japonesa se transformasse por
completo.
A prostituição, os roubos e outra criminalidade eram
uma constante no Japão de 1947, altura em que So Doshin
regressou á sua aterra natal, após várias
peripécias para conseguir escapar ao Exército
Vermelho, depois da invasão pelos Soviéticos da
Manchúria.
O nosso Fundador encontrou a terra que conhecia, mas as pessoas e
os comportamentos que via não eram aqueles que esperava e
tinha visto na sua infância. Analisou à luz dos seus
conhecimentos e crenças filosóficas as causas da
situação em que se encontrava o seu país e
formulou a frase-chave de toda a filosofia do Shorinjikempo: ``a
pessoa, a pessoa: tudo depende da pessoa.
Esta frase, apesar de simples, traduz no essencial aquilo a que se
resume o Shorinjikempo: a transformação das pessoas
para melhor. Através do treino físico, da
compreensão, confiança e ajuda mútua que
são necessárias para treinar, os praticantes adquirem
uma percepção diferente do mundo e dos outros seres
humanos, deixando para trás o egoísmo e o outros
seres humanos, deixando para trás o egoísmo e o
individualismo e adoptando comportamentos de camaradagem e
compreensão.
Na cidade de Tadotsu, Kaiso fundou o seu primeiro dojo (local de
prática). Se bem que com alguma dificuldade inicial em
cativar alunos, ao fim de alguns anos o Shorinjikempo era já
praticado em diversas localidades e, na década de 60, quase
todo o território do Japão possuía
praticantes.
Em breve o Shorinjikempo se espalhou a países vizinhos da
Ásia e, a meio da década de 70, impulsionado pela
febre das artes marciais, o Shorinjikempo chegou finalmente ao
mundo ocidental.
Actualmente está presente em 32 países, abrangendo os
5 continentes. Tem uma presença muito forte na Europa,
havendo praticantes nos principais países
europeus.
Em Portugal, o Shorinjikempo iniciou-se em 1974-75, com a vinda
para Lisboa de alunos do Mestre So Doshin. Em pouco tempo o
Shorinjikempo tornou-se uma das principais actividades do Clube
Atlético de Alvalade, granjeando alunos a grande
ritmo.
Após alguns anos, os Mestres japoneses decidiram regressar
à sua terra natal e entregar os destinos do Shorinjikempo
português àqueles que haviam demonstrado
dedicação e capacidade de liderança. O Mestre
Carlos Ramires (presentemente 5º Dan) que continua a ser o
português mais graduado em Shorinjikempo, assumiu desde muito
cedo esse desafio.
Hoje em dia, o Shorinjikempo encontra-se representado por 6
Associações.
A Federação Portuguesa de Shorinjikempo foi fundada
em 1997, nascida de um desejo de expansão. Desde aí
tem vindo a tentar aumentar a divulgação da arte,
havendo já neste momento dojos a funcionar fora do Distrito
de Lisboa, nomeadamente nos Distritos de Santarém e
Leiria.
Ao contrário de outras artes marciais que se enquadram nos
desportos de combate, o Shorinjikempo mantém-se unido em
todo o mundo, sendo coordenado pela WSKO ( World Shorinjikempo
Organization). Desse modo, não existem correntes separadas
derivadas da nossa arte e qualquer praticante que entre num dojo
noutro país encontrará a mesma forma de treinar, as
mesmas técnicas e pessoas com espírito
semelhante.
O intuito do Shorinjikempo não é o de proporcionar
rendimentos financeiros aos seus mestres nem organizar torneios
para avaliar quem é mais forte ou mais rápido. Pelo
contrário, o seu objectivo principal é formar as
pessoas através do treino da mente e do corpo, fazendo
aumentar a sua auto-estima, confiança, camaradagem e
espírito de entreajuda.
Horários:
Infantil: Sábados das 10:00 - 12:00
Adultos: 3ª e 5ª das 21:00 - 22:30
Preçário :
Inscrição: € 15,00
Infantil: € 15,00
Adultos: € 26,00

















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